Eis-me aqui
novamente em tanta súplica perante as velas
Mentindo que
mentisse quando punha-me a considerar
Que das belezas
mais amáveis que a vida ousa me negar
Tu foste (inda
é), desesperadamente, a maior de todas elas.
Escrevo, assim,
mais que sorumbáticas letras atemporais
Das saudades que
eu sentia de nossos utópicos carnavais.
Mais que a
desventura dos vestígios que me vieste exalar.
Muito mais que o
destempero deste pedaço de meu pesar.
Alerta-me de tua
existência, lança-me um brado, um ruído
Que reexista
contigo o ser que conheceste, que já não sou
Sem ciência do
que outrora fui, hoje somente animal aluído
Tomado do
instinto, num deletério ímpeto busca-lo, eu vou!
Em tua busca,
desatinei praça em praça por toda essa Minas
Caindo agora,
sob esse céu sem luar, ao som de coisa alguma
Avistando
absolutamente nada senão previsões matutinas
Descanso os
olhos e de repente, não mais existo, em suma.
Amanheço bicho
oco.
Um bicho
repleto.
Um bicho
alucinado pela saudade.
Nathaly Guatura
Espero que me perdoe um dia por todo mal que te causei. Sempre volto aqui, pra matar um pouco da saudade que sinto de você.
ResponderExcluirSei que não somos mais aquelas pessoas, nem eu, nem você. Sei também que não há possibilidade de nos falarmos novamente. Mas com toda certeza te digo: eu nunca te esqueci.